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O que é isto?
 
 


Ballad of the Fallen






É uma rua no centro de uma grande cidade, céu acinzentado prenunciando chuva para daqui há pouco, chuva nunca chega. As ruas estão vazias, como num final de semana, ou feriado. Ruído dos pássaros e de outras aves ficou muito longe. Se um grito fosse possível, ele reverberaria por dentro e por fora desse monte de arranha céus, caóticamente dispostos dos dois lados das principais e de suas transversais. Silêncio ensurdece. Silêncio, silêncio.

Súbito, eles começam a cair. Vem das janelas, dos andares mais altos. Crianças, mulheres, velhos, homens. Inúmeros, incontáveis. Vem das janelas, dos terraços, dos heliportos, de algumas sacadas. Despencam lá de cima sem fazer um barulho sequer. Lembro-me de quando os aviões colidiram com as duas torres : foi a mesma coisa. Tento gritar : "não, não façam isso, vou buscar socorro !" mas eles continuam caindo. Antes de haver morte por descerebração, alguns olham-me. Parecem irritados com o barulho dos meus gritos. Isso acontece por um segundo, logo continuam em sua trajetória de queda livre.

Fecho os olhos e tapo os ouvidos para não ver nem ouvir a parte final da queda. É a parte mais horrorosa, aquela na qual eles aplastam-se no chão, fraturados, ensanguentados. Lembro-me de um incêndio que assisti há muitos anos atrás. Como uma torcida em um campo de futebol, tentávamos dizer-lhes que não pulassem, que o socorro estava a caminho. Inútil. Explodiam no chão, junto com os aparelhos de ar condicionado que caiam dos andares.

Para minha surpresa, desaparecem. Desaparecem em silêncio, antes de chegar ao chão. Não há sangue, não há corpos. Nem mesmo sua sombra ficou impregnada em algum lugar. Não param de cair. Imagino que os prédios comportam muita, muita gente. Assim, meu coração volta a bater em ritmo mais compatível e minha respiração volta ao que sempre é. Eles não param de cair.

Não são necessários aviões colidindo nos prédios para que seus moradores caiam. O silêncio é o pior amigo, o pior compadre, o pior comparsa, o pior compatriota. Eles continuam caindo. Faço meu caminho dobrando esquinas, rota traçada até onde tenho que chegar. Eles continuam caindo. Vou andando, sozinho pela calçada, em meio aos que caem e desaparecem antes de chegar ao chão. Logo acharei que tudo é normal. Logo estarei perdido.

A vida é triste, como uma canção triste, a vida é muito triste.

Escrito por Caio às 05h09
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O Colecionador




Às vezes amanhece escuro, e frio. Acordo de um salto sem saber se está amanhecendo ou se o dia está virando noite. Quase sempre a segunda impressão é mais forte do que a primeira, e são necessários muitos minutos de indefinição até que eu possa decidir : bobagem, é mais um dia nascendo.Aprendi a acordar cedo com meu pai: logo descobri que às nove da manhã já seria dia velho. Muito tempo depois meu pai partiu ; triste, pensei muito em toda a minha vida, e decidi que o melhor que poderia guardar de cada dia é seu início. Mas guardar como ? Uma fotografia ? A fotografia de um nascer do sol normalmente é um chavão. Apenas uma fotografia, não o fato verdadeiro. Por melhor que seja o fotógrafo, por mais sensível que seja o filme, torna-se impossível guardar cada nuance de vermelho, ou de amarelo, na hora em que o sol surge no horizonte. Se há modelos posando na fotografia, é frequente que seja dado a não reconhecê-los, uma vez que estão contra o sol e nunca a seu favor. As fotos podem ficar amarelecidas, ou desbotadas, de modo que, daqui há alguns anos, serão apenas representações do astro em si, sem que seja possível identificar seu momento. Guardar como ? Uma lembrança ? Não são garantidas. Mesmo que por decreto as lembranças sejam eternas, somos fracos e podemos falhar; dissolvem-se em si próprias como as gotas d'água na chuva.

Um dia participei de uma grande descoberta : estendi as palmas juntas das minhas mãos e segurei o sol quente que abria-se em uma praia; o céu em tons de azul, vermelho e amarelo ; o mar em seu ruído ensurdecedor, lento, constante. As gaivotas voando, primeiras horas da manhã. Foi uma grande surpresa perceber que não só poderia segurar todas essas coisas nas mãos, mas poderia guardá-las, no bolso do meu paletó. No ônibus ia contente, enquanto lendo o jornal e ao mesmo tempo, em intervalos regulares, colocando a mão no bolso e percebendo que toda a cena e todos os seus elementos, estavam lá, intactos. Chego em casa, e retiro-os do bolso, depositando-os em uma gaveta da minha escrivaninha, e noto que conservaram-se em sua integridade, de um dia para o outro, próximo final de semana. Passaram-se alguns dias, e o que estava no bolso e posteriormente na gaveta não se desvaneceu. Em outro dia, vou à praia e no nascer do sol, capturo-o no bolso e trago-o para casa, sem demora : já são dois, que guardo em gavetas da escrivaninha, prontos para repetir-se em qualquer momento que for desejado.

Noto também que colecionar nasceres-do-sol proporciona uma sensação nova de conhecimento das coisas da vida, que não obrigatóriamente passa pelas coisas da chamada Humanidade. Espero que não seja arrogante dizê-lo, mas estou quase dispensando alguns livros das estantes. Coisas que não leio mais, algumas importantes, outras nem tanto em sua grande maioria. Descobri, arrepiado, que compramos mais do que precisamos. E mais arrepiado ainda, que muitas vezes levamos o tempo de uma vida para descobrir o que está na frente de nosso nariz o tempo inteiro. Sempre esteve. O espaço deixado pelas lacunas dos livros e revistas antigas que já se foram é suficiente para abrir muitas e muitas gavetas, onde ficarão confortávelmente instalados. Os livros que compramos no espaço de uma vida não ensinam muita coisa. Às vezes compramos livros pelo simples fato de fingir que gostaríamos de aprender alguma coisa; só compramos os livros que não nos ensinam, sem reconhecer o gosto de uma ilusão. Também foi um custo domar a própria vontade de guardar cada nascer do sol em uma gaveta. Isso porque, inconscientemente sabemos, não haverá espaço físico em nossas casas para armazenar um por um de cada nascer do sol, em cada dia. É melhor guardar os especiais, identificados por uma etiqueta em papel, e quando essa não existir, por um papel colado com fita durex: "Dia do desembarque dos aliados na Normandia, 1944", ou "Dia em que o Eixo rendeu-se finalmente e o Ditador não piou nem mais um pio, 1945". Todos os dias são importantes, é claro, mas não há espaço possível. Isso não é uma limitação, mas talvez nos salve a vida.

A idéia que dessa coleção apenas sejam guardados momentos radiosos, também é inverídica. Existe a possibilidade de, conforme as condições climáticas, capturar um nascer do sol enevoado, chuvoso, tempestuoso, conforme o caso. Não são tão difíceis de capturar: difícil mesmo é escapar da curiosidade dos outros transeuntes ou passageiros do ônibus ou do bonde, principalmente quando entro e tomo meu lugar : percebem meu paletó molhado, única peça de roupa efetivamente molhada. Ou quando inadvertidamente coloco minha mão no bolso e a retiro molhada. Abaixo meu rosto e fixo os olhos no chão, esperando a sensação de vergonha fugir e o olhar desviar; logo chega a hora onde aparece o ponto onde devo descer, e estou em casa, após minutos de caminhada. Os vizinhos não suspeitam, o porteiro sempre cumprimenta-me, cordialmente. A coleção vai aumentando, sinto-me feliz. Felicidade sem peias. Sem laço ou qualquer tipo de fronteira. Que não sejam muitos os que guardo, mas sempre presentes e significativos.

Um dia vou de novo à praia para colher uma nova peça da coleção. Derrubaram um muro que dividia uma cidade e dois países separados tornaram-se um único. Ora, tudo isso é tão especial. Mas o sol não está onde deveria estar. Aliás : tudo é muito escuro e mal iluminado. Lá longe, onde a linha do mar encontra a do céu, depois de muito tempo, parece que cansaram-se de esperar e explodiram uma bomba, para tomar o lugar do sol. Um cogumelo gigantesco, uma beleza. Bem, talvez não tenha sido tanta beleza assim. As árvores torraram, as águas secaram, os céus acabaram-se, as aves tornaram-se fantasmas, sombras impressas na água pesada e verde. Depois, lendo os jornais, fico sabendo que existe a possibilidade do sol, como é conhecido, não mais sair. E os homens, por essa via, terão que explodir todos os dias, à mesma hora, uma bomba que faça de sol. Um sol falso. Um sol que mata. Isso será muito triste e a coleção corre o risco de nunca mais ter um outro exemplar. Não me arrisco a recolher esse cogumelo, essa explosão, esse falso astro de calor. Alguma coisa andaria muito errada em nossas vidas se eu o fizesse. Pensei que os Homens fossem generosos consigo próprios: não são. Pensei também que o Mundo tivesse chegado ao fim, não chegou. 

Não importa o que aconteça, talvez não necessário ficar tão tristes. Sim, eu sei disso, sei que esses cogumelos são coisas muito grandes, são coisas muito graves. Eles podem nos matar, ou perto disso. Mas não iremos morrer. Quem explode essas bombas provavelmente ignore esse fato, mas é muito simples solucionar esse problema tão grave. Está em nós, não nos outros. E para mim é mais simples ainda. Pois uma das gavetas, onde guardei os primeiros, deve ser esvaziada, com o conhecimento de que esse esvaziamento é temporário. E o nascer do sol, que nela estava, vai para meu bolso, e vai ficar morando nele, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, cinquenta e duas semanas por ano, e adiante. E se o sol não aparecer mais, existe sempre um jeito: vou até a praia, coloco minhas mãos em meu bolso e liberto-o; esse nascer do sol, o encontro com o horizonte, a perspectiva do dia, o tempo que conta para a frente. Porque senhoras e senhores, não importa que esteja escuro, mas a partir de hoje, e para sempre, e sempre do sempre, eu lhes trago a Aurora.



Escrito por Caio às 22h18
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Leões



"In front of Us", by J.Zantwyk

Acordamos surpresos na manhã de uma segunda feira.
Leões. Chegando por todos os lados, entrando no quintal das casas, revirando o lixo, amedrontando os cães de guarda das casas. Muitos latidos.
Para nossa surpresa, os Leões falavam.
Um deles, da janela da cozinha, implorava, respeitoso :

- Por favor, por favor, nos dê água e comida, a comida que o senhor tiver. Estamos com fome. Prometo que não os molestaremos.

Comida. Muita comida. Muita carne. Não tocavam no macarrão ou nas verduras, peixe nem pensar. Muita carne.
Depois de comer, iam descansar ao sol.
Dormiam, roncavam. Rolavam nos gramados. Seus bocejos, seus ruidos nos assustavam.

Filhotes. Filhotes de Leão. As crianças adoravam. Deixavam seus brinquedos e iam brincar com os pequenos filhotes. Era um acontecimento. Cães e gatos ficavam enciumados, mas não tinham coragem de se aproximar.
Muitas vezes ficava tarde, e as mães-leoas iam prontamente recolher seus filhotes. As crianças voltavam correndo para casa. Mãe, a leoa disse para a gente que não precisava ficar assustado, não vão fazer nada.
Quem éramos nós para dizer aos nossos filhos : não tenham medo, meninos ?

Quando anoitecia, a cidade ficava às escuras. Ninguém saia de casa. Acendíamos as luzes de casa e ouvíamos os Leões respirando, gemendo, rugindo, bocejando: falavam entre si, mas não nos era dado conhecer ou interpretar o que falavam. Língua dos Leões.
Comíamos em silêncio, refeição da noite. Rezávamos para que o cheiro da comida não fugisse pelo ar através das chaminés.
Fazíamos silêncio. Dessa forma não ouviriam a bulha dos pratos. Espiávamos pela janela, escondidos atrás das cortinas, Pronto, lá estavam eles, víamos o reflexo de vidro nos olhos deles.

Sentíamos medo.

O tempo foi passando, a comida começou a faltar.
Primeiro começaram a revirar as latas de lixo, como cães. Depois observei que não mais dirigiam-se a nós. Ainda assim, um domingo pela manhã, acordei de um sono esquisito e entrecortado, e cedo, fui fazer o café. Surpresa : sentado no sofá da sala, um leão, lendo meu jornal que havia acabado de chegar.

Com muita naturalidade ele fechou o jornal, deixando seus cadernos desordenados em cima da mesa de centro.

- Mundo estranho esse que vivemos, não ?

E saiu pela porta da cozinha, balançando sua juba e mexendo suas orelhas.

Odeio quando deixam o jornal desarrumado.

Pensávamos em telefonar para a Prefeitura, para a Polícia, alguém deu a brilhante idéia de consultar a lista telefônica de classificados, seção "Circos". Quem sabe alguns domadores não ficariam felizes de receber algum dinheirinho extra, levando a massa de leões para fora da cidade. Descobrimos, aterrorizados, que os telefones não mais funcionavam. Os rapazes da companhia telefônica, a telefonista, não estavam mais em seus postos. Das duas uma : ou tinham conseguido fugir, ou tinham sido devorados.

Muita gente aproveitava o horário do sol alto, meio-dia até as duas, era quando os Leões dormiam. As pessoas fugiam. Levavam a roupa do corpo. Iam empurrando seus carros para fora do alcance dos Leões : só muito longe, ligavam os veículos e iam embora em disparada.
A cidade começou a esvaziar. Ficaram umas cinco ou seis famílias.

Um dia, revoltei-me : por favor, vão embora, disse ao que primeiro pediu-me água e comida. Mas ele rugiu assustadoramente para mim.

Com o tempo, acostumamo-nos a não mais sair de casa. Não mais trabalhavamos. Começamos a emagrecer. Alguns definhavam. A comida cada dia mais escassa. O único contato que tínhamos com o mundo exterior era o de olhar pelas frestas das cortinas ou das persianas. Passou a ser deprimente vê-los deitados nos jardins, caminhando pelas ruas, rugindo, desesperados, pela falta de alimento.

Quanto a nós, preferíamos sem dúvida morrer de fome do que ser escravos de sua presença.

Na manhã de um dia cinzento, estranhamos o silêncio.Olhamos pela janela e descobrimos que eles não estavam mais nos lugares onde deveriam estar.

Vi os Leões passarem pela rua principal, organizados em bando. Os maiores na frente. Um amontoado, como uma manada de bois. Todos em silêncio. Não param de passar. Um número interminável de Leões. Não mais param nas casas para pedir comida. Não mais nos ameaçam diretamente. Apenas passam em silêncio. Talvez possamos sair de um dia de casa, quando eles terminarem de passar. Por enquanto não param. Curioso vê-los marchando, como se atendessem a um chamado. Talvez um dia isso possa ser mudado. Mas por enquanto, os Leões não param de passar em frente à nossa janela.



Escrito por Caio às 19h02
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A Casa onde o Tempo morava




"Aldeburgh", intervenção de Johannes Z.
 para foto de Ferdi Stutterheim (c) 2002



A avenida margeava um pedaço do pântano.
Fazia um caminho curioso, até dar na praia. O cheiro do pântano misturado com o cheiro da praia.
Vento e areia varrem as ruas.

Última casa antes da avenida virar um pântano só.
Casa de madeira, tábuas verdes, batentes brancos. Dois andares.
Outrora seres de pele muito branca chegariam, com seus olhos escondidos por óculos escuros. Suas naves eram cadillacs, oldsmobiles, plymouths, comets, impalas.
Grandes, grandes naves: capazes de andar pelo universo inteiro, e suas galáxias. Grande autonomia. Não param quase nada para reabastecer.
Fêmeas com lenços prendendo cabelos revoltos. Machos com nariz pintado de branco. Creme para proteger a vermelhidão do sol.

Agora : ruas vazias. Cidade vazia. Ninguém perambulando.
Uma grande casa vazia.

A casa vazia era uma casa de relógios.
Relógios de paredes, pregados nos quartos, na sala de jantar, na cozinha.
Relógios de ponteiros, relógios que faziam tique taque.
No quarto do menino, mais relógios. De repente, um susto: sete horas, sete horas, hora de acordar, hora de acordar !

Acorda, menino, acorda.

Oh, não, pensaria o menino. Mais cinco minutos. Sete e cinco, sete e cinco, acorde, vamos, sete e cinco, hora de acordar !
Percebi que os relógios não só marcavam as horas. Os relógios falavam.
Sete e quinze, olha a hora, menino, vai perder a escola !

O menino por fim levanta.
A música que sai do relógio lembra aquela dos desenhos animados onde os heróis e os bonecos tem olhos grandes e redondos.
O menino no banheiro, e voando pelas escadas abaixo. Sete e vinte e cinco, sete e vinte e cinco...o ônibus ! Vai perder o ônibus !

Sete e vinte e sete, sete e vinte e sete : hora de lembrar que tenho que marcar a hora onde o relógio vai tocar lembrando-me do almoço.
O ônibus, corcoveando pela autopista, em direção à escola.

Relógio de mesa, grandes ponteiros, em cima da cômoda no grande dormitório de casal.
Como alguém consegue dormir com o barulho desse relógio ? Não acordam quando badala à noite ?

Oito horas, oito horas : hora da aula, hora da aula !
Abrir as gavetas : surpresa,
Cheias de relógios. Ampulhetas. Relógios de pulso. de Bolso : aquele dourado pertencia ao avô do menino. O avô lembrava da guerra, e chorava : não conseguia esquecer. Dez horas, dez horas, hora de morrer, hora de morrer !

Na sala de estar uma miniatura do Big-Ben fala sem qualquer sotaque :
Agora são oito horas e quinze minutos.

Bolinhas de aço caem de mecanismos inimagináveis dentro de uma caixa de vidro. Mickey Mouse move os braços, à cada volta do ponteiro dos segundos.

Olho para o aquário borbulhante, os peixes estão vivos.
Nadam em círculo e eu acho muito engraçado.

O vento de vez em quando sopra, as portas de madeira da cozinha batem. Um susto : não é ninguém. É só o vento.

Imagino mais tarde, o barulho do motor do ônibus chegando. Freios. Os pneus parados em frente à casa.
Algazarra dos outros meninos e meninas.
O menino desce as escadas do ônibus e entra em sua casa.
Almoço. Lição de casa. E a tarde, que irá parecer o infinito. O infinito a ser descoberto.

Somente imaginei isso. Não é nada. É só o vento. O vento varrendo a areia, o vento varrendo as ruas. O cheiro do pântano. Uma lembrança do sol.

Nove horas, nove horas: hora de partir.


para meu querido filho Lucas, com amor de seu pai.



Escrito por Caio às 16h24
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