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O que é isto?
 
 


Fly me to the Moon



Fly me to the moon
And let me play among the stars
Let me see what spring is like
On Jupiter and Mars
In other words hold my hand
In other words darling kiss me

Fill my life with song
And let me sing forevermore
You are all I hope for
All I worship and adore
In other words please be true
In other words I love you



Leve-me até a Lua
e me deixe brincar entre as estrelas
Deixe-me ver como é a primavera
em Júpiter e Marte
Em outras palavras, segure minha mão
Em outras palavras, beije-me querida.

Preencha minha vida com uma canção
e deixe-me cantar para sempre
Você é tudo que eu espero,
Tudo que eu adoro, tudo que eu venero.
Em outras palavras, seja verdadeira.
Em outras palavras, eu te amo.

 

Composição : Bart Howard. Voz : Francis Albert Sinatra (a Voz)
Imagem : NASA

"Fly me to the Moon". Tradução Livre de Johannes Z.

 

 



Escrito por Caio às 16h59
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Lição de Geografia

 

Na terça-feira, as dez horas da manhã são azuis, e a professora tenta nos incutir o gosto pela Geografia. Sem muito sucesso, necessário dizer.
"E as montanhas jovens ?", pergunta.
A Cordilheira dos Andes ? As Montanhas Rochosas ? Os Alpes ? E os Urais ?
Dá para perceber sorrisos pequeninos, dissimulados nas outras carteiras, enquanto a professora continua, gosto juvenil. Traça rotas de viagem pontilhando o giz de várias cores, e enquanto tentamos, juro que tentamos seguir a viagem que começa em Paris, França e termina em Krasnoiarsk, Sibéria, não paro de pensar que seu mapa, mal e mal desenhado na lousa, não tem muita escala ou proporção entre os países, os continentes e seus mares e oceanos. Imagino que se a distância entre as duas cidades fosse proporcional em escala de algum sistema métrico que fosse, Paris seria nossa escola, o ponto de partida, e se fosse andando, de ônibus e trem - vá lá, teríamos que trocar de trem várias vezes, a Trans-Siberiana é feita com várias bitolas de estrada diferentes, atravessaríamos avenidas, viraríamos ruas desconhecidas, esquinas ignoradas, becos inimaginados. Então a linha pontilhada vai dar em Krasnoiarsk, digo, o final de uma rua, um terreno baldio, um homem sentou-se em uma pedra e começou a fumar, cigarro após cigarro, fechou os olhos, tentou dormir um pouco, espera inútil, amante infiel, seu espectro foi embora e restaram os sapatos pretos, um dos pés furados, cansados de tanto esperar. Calma, professora : cinco minutos para o final da aula, o sino vai tocar impiedoso, infelizmente não é o apito de uma locomotiva, mas um sino, professora, só um sino que marca a hora do recreio, das aulas, sim, seu começo e seu final.



Escrito por Caio às 22h13
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